Por que não o Arruda?

09/08/2009

Por Thiago de Araújo

O Santa Cruz, como é de conhecimento de todos, agora há pouco foi eliminado da disputa da Série D de 2009 e ficará até janeiro do ano próximo sem mandar jogos oficiais no seu estádio. Alheio a uma análise do fracasso tricolor e sem querer entrar no mérito de se o Santa Cruz merece ou não essa situação, pensei nos últimos minutos em uma possibilidade que pode ser bastante frutífera para o Náutico: mandar os seus jogos no Arruda durante o restante do Campeonato Brasileiro.

São vários os pontos positivos que uma mudança de mando de campo para o Náutico promoveria. A consequência imediata seria o aumento de renda para o clube, ocasionada pelo simples fato de que se passaria a jogar em um estádio com uma capacidade muito maior. Os Aflitos, embora carreguem toda uma história de tradição, alegrias e tristezas e signifique muita coisa para a torcida Timbu, é muito pequeno para a torcida alvirrubra.

No Arruda, um estádio em que cabem com folga 50 mil torcedores, a possibilidade de pressionar o adversário e lucrar mais com jogos importantes, contra clubes como Cruzeiro, Internacional, Palmeiras etc., é muito maior. A acústica do estádio também é melhor, o que deixa a torcida, de certa forma, mais vibrante e empolgada. Prova disso foram os dois jogos da Série A de 2008, ocorridos no Arruda, enquanto houve a interdição dos Aflitos, em que o público, nas duas oportunidades, ultrapassou as 20 mil pessoas. Ressalte-se que ambos os jogos ocorreram no turno da noite – se fossem à tarde, seria certamente ainda maior esse montate.

Outro fator a ser levado em conta é o gramado, que é de excelente qualidade. Ora, se o Náutico joga o restante dos jogos em casa em um gramado favorável, as chances de um melhor aproveitamento como mandante aumentam. É bem verdade que clubes mais qualificados terão possibilidade de jogar melhor contra o Timbu; ocorre que, caso continuemos com os Aflitos, esses clubes jogarão apenas uma vez no fraco gramado do Eládio, ao passo que nós jogaremos 19 dos 38 jogos do campeonato no respectivo estádio. A diferença de 19 jogos para 1 jogo é, sem dúvidas, bastante relevante.

Aliado a tudo isso, considere-se a possibilidade de melhor acomodar a imprensa, o que contribui para ao menos não desgastar ainda mais a imagem do clube diante dos jornalistas do eixo Sul-Sudeste; a melhor iluminação do Arruda, com refletores muito mais potentes que o dos Aflitos; o melhor acesso ao estádio, que no Eládio é feito através da estreitíssima Rosa e Silva; a existência de um gramado, no Centro de Treinamento Wilson Campos, completamente idêntico ao gramado do Santa Cruz (inclusive trabalhado pela mesma empresa, a GreenLeaf), o que fará que os jogadores alvirrubros joguem em um campo ao qual estão plenamente acostumados.

Por fim, há de se levar em conta que uma mudança provisória de estádio possivelmente faria voltar a frequentar os jogos alguns torcedores que “caíram na rotina” dos jogos nos Aflitos. Uma mudança de ares é importante, pois foge ao costumeiro, ao tradicional. No jogo em Caruaru, entre Náutico e Santo André, por exemplo, contou-se com a presença de muitos alvirrubros que há tempos não iam para os Aflitos, mas fizeram o longo trajeto rumo ao Lacerdão em razão de este ser um programa diferente, fora do comum.

Enfim, por todos os motivos citados, acredito ser muito viável jogar no Arruda pelo restante da Série A. O estádio do Santa Cruz não pode ficar parado por tanto tempo e o custo para alugá-lo não seria tão alto, tendo em vista que o Santa precisa muito de dinheiro, principalmente neste momento de eterna crise, e não recusaria, sem dúvidas, uma proposta alvirrubra neste sentido, que ajudaria a sanar algumas despesas do Tricolor. Fica a sugestão à diretoria Timbu e novamente a lembrança de que jogar no Arruda geralmente tem dado certo para o Náutico.

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Sobre a rifa

25/07/2009

Por Thiago de Araújo

Amigos,

Mais uma vez, pedimos desculpas à torcida alvirrubra que adquiriu as rifas em prol do CT, por conta do novo adiamento do sorteio. Os motivos certamente são fortes e envolvem também problemas de saúde.

O sorteio seria realizado neste fim de semana, porém a ocorrência do jogo em Caruaru atrapalhou os planos da equipe do Blog. Os problemas têm-nos impedido, inclusive, de postar os textos com a frequência com que vínhamos fazendo, e pedimos desculpas por isso também.

Queremos deixar claro que o dinheiro arrecadado até agora está integralmente guardado para o dia do sorteio, que confirmaremos assim que possível.

Entrem em contato conosco em caso de quaisquer dúvidas. Estaremos prontos para respondê-las, sem problemas. Um grande abraço a todos e saudações alvirrubras, em nome da equipe do blog.

Começa hoje a “Era Geninho”

16/07/2009

Por Glauber Vasconcelos Neto

Planejamento. Palavra comprida, mas de significado simples. É uma ferramenta administrativa, que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Entretanto, ao que parece, a atual gestão alvirrubra não a entende muito bem.

Para servir de exemplo, temos aí Geninho. Nada contra sua contratação. Na verdade, treinador de maior renome prévio a passar pelo Náutico desde que este blogueiro se entende por gente. Mas, amigos, ele se constitui no quinto treinador a passar pelo Náutico em 2009.

Vários foram os fatores em 2008 para não renovarmos com Roberto Fernandes para 2009. Brigas com jogadores, insistências em atletas sem capacidade, entre outros. Entretanto, inexplicavelmente, mesmo contra a vontade de boa parte da diretoria de futebol, seu contrato foi renovado.

Passaram-se três meses e Roberto foi demitido. Obviamente, seria contratado um novo treinador para seu lugar, não é? Não. Sérgio China passou 8 jogos treinando o time, e, após uma derrota fora de casa contra o Central, nossos diretores enxergaram que ele ainda era inexperiente para a função, o que já era visto por todos os torcedores. Ele tem sim capacidade, mas não era o momento de estrear como treinador, ainda mais em um clube grande como o Clube Náutico Capibaribe.

Assim, mesmo com China comandando a equipe, a diretoria acertou com Waldemar Lemos, anunciando o treinador logo após o duelo entre Santa Cruz e o Glorioso, no Arruda. Treinador com passagem por Flamengo e Figueirense, Waldemar estava fazendo um trabalho bom nos Aflitos até que chegou uma proposta do Atlético Paranaense, e o tormento começou de vez.

Seduzido pelos valores da proposta (o dobro do valor que ganhava no Timbu), Waldemar se foi. Vale lembrar que nossa diretoria ajudou essa saída dele, ao não assinar um contrato formal com ele, mesmo com o mesmo passando 2 meses em Recife! Em seu lugar, veio Márcio Bittencourt.

Confesso que, ao analisar a passagem de Pintado em 2008 pelo Alvirrubro, pensei ter visto o pior aproveitamento de um treinador no comando do time. Errei. Márcio conseguiu a proeza de ser ainda mais desastroso, com vultosos 0% de aproveitamento. Então, exatamente um mês após sua contratação, Márcio foi demitido. E Geninho contratado.

Falando em nome da Equipe BlogdosTimbus, dou as boas vindas ao treinador. Que ele faça no Náutico trabalhos semelhantes aos feitos em Goiás, Sport e Atlético Paranaense. Que ele tenha brios e forças de tirar o Timbu dessa situação desastrosa, a lanterna do Campeonato. Que ele tenha paciência para lidar com os desmandos dessa diretoria.

Geninho pode sim ter a certeza de que, do seu lado, a torcida está. Afinal, o Protesto feito é contra o modelo de gestão do Clube Náutico Capibaribe. O time e a comissão técnica não têm nada a ver com isso.

Boa sorte, Geninho. Boa sorte, Timbu. Boa sorte, Clube Náutico Capibaribe.

Carta aberta: porque visto a camisa “Fora Maurício Cardoso”

07/07/2009

Por Davi Cozzi

Caro presidente Maurício Cardoso,

escrevo, aqui, em meu nome, mas imagino que minhas palavras representem também parte do sentimento dos meus companheiros de blog e de uma significativa parcela da torcida do Náutico. Dito isto, sigo à exposição dos motivos que me levam a colocar uma camiseta que faz alusão ao seu nome.

Visto a camisa “Fora Maurício Cardoso” não apenas pela sua pessoa, presidente. Não que me agrade a sua forma truculenta e centralizadora de ser, mas esta não é uma questão de personalização.

Uso a camisa não especificamente contra o senhor, mas contra este modelo de gestão medieval que vem sendo implementado no clube nos últimos anos e do qual o senhor, hoje, é o representante maior. Uso-a contra esta pretensão patética de transformar um clube de massa em propriedade particular de alguns. O senhor não acha que a torcida e os sócios devam saber para onde vai o dinheiro investido por eles no clube? “Investido” talvez não seja a palavra exata, já que parece ser impossível colocar dinheiro no Náutico e obter qualquer tipo de retorno, mas perdoe-me a falta de preciosismo semântico. Podemos falar em dinheiro “doado”, então, confiado à sua administração.

Importa, sim, se o dinheiro é mal gerido, sr. Maurício Cardoso. O dinheiro, afinal, não deve ser visto como seu ou de seus parceiros, mas, sim, do Náutico. E, resgatando uma ideia há algum tempo defendida aqui, o Náutico não é apenas da torcida, é mais do que isso: o Náutico é a torcida que tem. Onde está a heresia no desejo desta torcida de ver seu próprio dinheiro bem gerido?

Esta torcida, Sr. Maurício Cardoso, está cansada da falta de transparência nas últimas gestões do Náutico. Quantas negociações tenebrosas de pratas-da-casa já tivemos? Jhon, Reynaldo, Anderson Lessa… Por quanto, de fato, foram negociados os seus direitos federativos? Para onde foi o dinheiro? Será que foi destinado à contratação dos tantos jogadores que sequer estrearam? Ou para trazer “craques” do calibre de Sidny e David, que, segundo uma piada contada tempos atrás pelo nosso eterno ex-presidente Ricardo Valois, “saíram do Náutico como ídolos”?

Brado “fora Maurício Cardoso” porque não suporto ver a tentativa de manipulação das mentes alvirrubras. Sr. Maurício, não nos trate como imbecis. É fácil falar que a toda-poderosa imprensa “inventa” crises no Náutico, ao divulgar salários atrasados ou até mesmo ao citar esta própria palavrinha singela, mas tão temida: crise. Desta vez, devo fazer uma ressalva – concordo com o que o senhor disse.

O Náutico não passa por uma crise. As cinco derrotas conscecutivas no Campeonato Brasileiro, sem ao menos marcar gols nestas partidas, não são evidência de uma crise. A ausência de títulos no período de 2004 a 2009, tampouco. Uma única vitória nos últimos dez jogos contra o maior rival, menos ainda. Definitivamente, o Náutico não está em crise, já que estamos tão acostumados com os fracassos que não podemos falar em “estar” em crise.  Infelizmente, o verbo “ser” não combina com “crise”. Este estado de letargia permanente na torcida do Náutico só corrobora o que digo. O que nós dizemos, aliás. Afinal, quem, no Náutico, ainda se surpreende com derrotas e eliminações? Com jogadores de segunda e treinador de quarta, como estava escrito na faixa levantada pela Fanáutico no último jogo? Felizmente, não aceitamos mais a parte que diz “diretoria de terceira”.

Graças ao senhor e seus amigos, presidente, nos acostumamos a pensar pequeno. Aprendemos a nos consolar com a frase “o Brasileiro está apenas começando”, ou com aquela famosa que diz que “o Pernambucano é só um período de testes pro Brasileiro”. Oras, o que importa mesmo parece ser tão-só a garantia de mais um ano de receitas polpudas, com a permanência do time na Série A, vide, mais uma vez, as palavras do mestre Ricardo Valois: “O Náutico fez uma campanha espetacular na Série A de 2008”. Todos lembramos, obviamente, que não fomos para a Série B devido somente ao segundo critério de desempate de classificação, que é o de saldo de gols.

Não nos deixaremos mais contaminar por este pensamento pequeno, presidente. Não adianta qualificar de “cabra safado” o treinador que nos deixou na mão, se a falha foi sua. É algo de outro mundo assinar um contrato com multa para as duas partes em caso de rompimento unilateral, numa relação profissional no futebol? Não no mundo real, sr. Maurício. Perdoe-me: esqueço o fato de que o Náutico não queria pagar multa em caso de demiti-lo. Que excelente justificativa. Gostaria de saber, então, o motivo de um determinado profissional ser contratado, quando já se pensa em sua dispensa.

Há outras questões que me encantaria ver esclarecidas, Maurício Cardoso. Como passamos metade do ano com um centroavante titular que foi reserva na campanha de um time rebaixado à Série C no ano anterior? Como conseguimos o milagre de não ter um lateral-esquerdo decente desde a efêmera passagem de Júlio César pelo clube, em 2007? Sim, Júlio César, aquele que era muito pior e ganhava muito mais que Berg, segundo as suas palavras. Por que abrimos mão dos direitos federativos do atual artilheiro da Série A, Felipe, este, sim, um ídolo da torcida? Pelo que me recordo, o senhor declarava que não havia pendências com ele, não? Vou parar estes questionamentos por aqui, sr. Maurício, antes que eles tomem todo um dia para serem lidos. Veja que eu sequer toquei no ponto do alto salário e do baixo rendimento do seu amigo pessoal, o goleiro Eduardo.

Por fim, me despeço do senhor demandando apenas transparência e respeito. Até termos (no mínimo) isto, não deixarei de vestir a camisa “Fora Maurício Cardoso”. Não esqueça que a torcida não é patrimônio do clube, mas o clube é patrimônio da torcida. Relembro que não nos levantamos contra a sua pessoa, mas contra tudo o que a sua figura representa no Clube Náutico Capibaribe.

Com votos de felicidade e sorte na sua vida pessoal,

Davi.

Rifas continuam a ser vendidas

03/07/2009

O Blog dos Timbus, no próximo domingo, antes de Náutico Internacional, venderá as rifas em prol do CT, a partir das 14h, no bar Chocalho, em frente ao clube.

Cada rifa custa 2 reais e dá direito a sorteio de três camisas oficiais, no dia 25 de julho, no CT Wilson Campos.

Contamos com a colaboração de todos os alvirrubros.

O protesto e a necessidade de democracia

03/07/2009

Por Thiago de Araújo

Ao longo dessa semana, alguns torcedores do Náutico no site de relacionamentos Orkut deram início a um protesto organizado que visa à saída imediata do presidente Maurício Cardoso do posto máximo do Clube Náutico Capibaribe.

A orientação deste blog, desde o início de sua criação, tem sido justamente nesse sentido – senão de pedir uma saída urgente do presidente, ao menos de questionar as atitudes realizadas na sua administração, de que discordamos quase totalmente, conforme se pode apreender da leitura da maioria de nossos posts. Em nome próprio, e não em nome de todo o blog, já que não pude consultar as opiniões dos amigos Davi e Glauber acerca de tudo isso, afirmo que apoio o protesto, não em razão dos resultados desfavoráveis, mas sim por conta dos desmandos corriqueiros, que acredito serem muitos, dessa gestão. A minha opinião não é consequência das derrotas seguidas: prova disso é que, mesmo com o time em boa fase, não dei tréguas às críticas.

Contudo, gostaria de destacar, aqui, uma questão que me tem deixado preocupado.

Após ler atentamente as discussões no fórum do clube no Orkut, o que significa que li opiniões favoráveis tanto ao protesto quanto ao presidente, incomodei-me com o fato de muitos dos que aderiram ao protesto – não necessariamente no sentido de organizarem-no, mas sim de, por exemplo, comprarem camisas alusivas ao movimento – tentarem eliminar opiniões que fossem contrárias às dos protestantes. Explico.

Em certa ocasião, apareceu um tal de João Alberto, a expressar a sua visão, que se inclinava no sentido de não compreender o motivo de tanta insatisfação. Ele disparou contra algumas pessoas do clube, acusou-as de situações que, segundo essas pessoas, eram completamente sem fundamento, e, por essa razão, acabou por ser acusado de ser um “fake” (perfil falso) da diretoria. Inisinuava-se que ele tenha entrado no fórum para defender os desmandos da situação.

Ora, amigos alvirrubros, não seria mais indicado que nós respeitássemos esse ponto de vista contrário, sem também fazer acusações infundadas como essa? Não seria interessante que não julgássemos o presidente de ladrão, sem termos provas? Acredito que uma democracia se funda no tratamento plural e isonômico de todos os cidadãos, ao menos na teoria. Portanto, não é justo alegar “respeito à democracia” para sustentar nossas visões e negar o princípio democrático quando se trata de opiniões contrárias.

Eu, como alvirrubro, também discordo do posicionamento de João Alberto. Creio que há motivos sim para depor o presidente. Essa inclinação minha é clara ao longo dos meus posts, que, inclusive, foram classificados por membros da comunidade, em várias oportunidades, como exagerados, como fruto de uma suposta perseguição que eu teria com a gestão atual (agora que o Timbu está em situação ruim no Brasileiro, muitos passaram a concordar comigo – que ironia!). Mas será que devemos, por conta disso, perder a razão, acusando injustamente, ou partindo para mais um quebra-quebra na sede, como também sugeriram alguns? Creio que não.

Enfim, caros amigos, espero que este post não seja visto como uma tentativa de proteger a situação, mas sim de garantir democracia para os dois lados da moeda. Se acusações sem fundamento, da parte da situação, não são louváveis, também não o são as que forem feitas por parte dos protestantes.

A ausência de perspectivas

28/06/2009

Por Glauber Vasconcelos Neto

Todos os anos, no Náutico é assim: espera-se que o time chegue na Zona de Rebaixamento do Brasileirão para, então, contratações serem feitas. Embora o início de ano, com contratações mais renomadas, tenham-nos trazido outros pensamentos, o filme parece se repetir. E, dessa vez, não vejo muitas atitudes que combatam nossa crise.

Em 2007, o time estava em total desarrumação. O elenco rachado, salários atrasados, perdendo clássico de forma vergonhosa para o Sport, e ostentávamos a lanterna do certame. Então, após um protesto de parte da torcida alvirrubra, entre os quais se inclui este blogueiro, na sede do clube, as coisas começaram a mudar. Saiu PC Gusmão, Roberto Fernandes assumiu. Jogadores como Radamés, Geraldo e Ferreira foram contratados. E o time se reencontrou com as vitórias e, na penúltima rodada do torneio, salvou-se da queda à segunda divisão.

No ano seguinte, a mesma história ocorreu. Apesar de um bom início, ainda sob o comando de Roberto Fernandes, o time brigou até a última rodada para não ser rebaixado e, de fato, o feito foi alcançado. Vale lembrar que, em nossa pior fase no torneio, foram contratados jogadores como Willian, Gilmar e Clodoaldo que, por mais defeitos que tenham, ajudaram-nos demais. Quem não lembra dos gols do centroavante no duelo contra o Atlético Paranaense, em Recife?

Entretanto, confesso que 2009 me parece mais turbulento. Enquanto nos anos anteriores a diretoria movimentou-se e reformulou o elenco na primeira metade do Campeonato, não há sinais de que o mesmo está sendo feito. Desde que o campeonato começou, só dois jogadores foram anunciados – o volante Dudu Araxá e o centroavante Márcio Barros. Este jogou no primeiro semestre pelo Santa Cruz, marcando poucos gols em um campeonato de baixíssimo nível técnico como o Pernambucano. E o volante Dudu, com todo respeito, era ídolo do Democratas/MG.

Amigos, são contratações desse tipo que nos salvarão da degola? É assim que conseguiremos uma vaga na sulamericana? Nos últimos anos, o esforço despendido para consertar as falhas da equipe pareciam mais incisivos. Entretanto, até o momento, não parece que nossos diretores tenham atentado ainda para o que nos espera.

É urgente que se contrate jogadores com qualidade para o Náutico. Torço muito para os que recentemente chegaram ao Glorioso de Rosa e Silva consigam desempenhar seu máximo e nos ajudem a sair da situação desconfortável em que estamos. Afinal, ao que parece, é com esse elenco que teremos que lutar para permanecer na Série A.

Permanecer mesmo. Porque, sinceramente, não vejo o Náutico brigando por algo mais no torneio com a postura apresentada nos últimos jogos.

O que há com Daniel Gonzáles?

25/06/2009

Por Glauber Vasconcelos Neto

No dia 17 de janeiro, em uma partida envolvendo Náutico e Salgueiro, era apresentado o meia chileno Daniel Gonzáles. Contratado a peso de ouro, o jogador chegou ao Recife com status de craque. Era a peça mais cobiçada pelo rival Sport, e a diretoria tratou de trazê-lo.

Logo nos primeiros treinos, o futebol jogado por ele chamou atenção. Muita qualidade nos passes, boa finalização, essas eram as principais qualidades do meia. Assim, sua estréia passou a ser ansiosamente aguardada.

Enquanto o atleta se recuperava fisicamente, era agilizada sua regularização junto à CBF. Ocorre que, nesse momento, começaram os problemas.

O então treinador alvirrubro, Roberto Fernandes, deu entrevistas afirmando que o jogador não se empenhava para perder peso, tendo perdido apenas 2 kg em um mês. A regularização também demorou, ficando o pagamento de uma das parcelas de seu empréstimo em aberto por mais de 2 meses. Empréstimo, aliás, caro. Uma quantia de 400 mil reais para o Náutico é um tanto alta, não?

Mas, apesar de tudo isso, a situação foi normalizada e o meia ficou apto a jogar. Na época, o comandante alvirrubro já passara a ser Sérgio China, que o colocou pela primeira vez contra o Sete de Setembro, nos Aflitos.

O chileno impressionou. Jogou este e os 3 jogos subseqüentes em alto nível. Até que, após o jogo contra o Santa Cruz, no Arruda, foi anunciada a contratação de Waldemar Lemos. Este utilizou o meia em duas oportunidades apenas e, de repente, afastou-o do time alvirrubro.

Daí em diante, exceto por 45 minutos contra o Inter em Porto Alegre, Gonzáles não mais entrou em campo. A maioria da torcida estava contra o treinador, e o culpava pela não escalação de Daniel.

Com a saída de Waldemar, no início do corrente mês, criou-se a esperança de que ele pudesse voltar a jogar. E, de fato, pareceu que isso ocorreria, visto que o mesmo foi relacionado para as duas primeiras partidas de Márcio Bittencourt.

No entanto, este blogueiro foi surpreendido na noite desta quinta-feira com a notícia de que o gringo não viajou com o elenco para São Paulo a fim de jogar no próximo domingo.

Ora, amigos, está ficando bem claro que há algo errado com o jogador. Parece-me bem estranho que um jogador não seja aproveitado por dois treinadores com filosofias de trabalho e jeitos de lidar com os atletas totalmente diferentes.

Se Daniel não está satisfeito no clube, que tente entrar em acordo com a diretoria e saia. Se há alguma questão contratual pendente que o impeça de entrar em campo, que a diretoria se manifeste e dê uma posição.

O que não pode é o Náutico pagar um salário alto (cerca de R$ 50.000,00) a um jogador que nem em campo entra.

Sábado é dia de rifa!

16/06/2009

Senhores, no próximo sábado, antes do jogo Náutico x Coritiba, válido pela sexta rodada do certame nacional, a equipe do Blog dos Timbus estará, a partir das 16h, na sede social do Clube Náutico Capibaribe, vendendo as rifas já comentadas em prol do CT Wilson Campos.

Cada rifa custa apenas R$ 2,00. Serão sorteadas, em 25 de julho do corrente ano, três camisas oficiais para os que participarem da Campanha.

Peço encarecidamente o apoio de todos. A luta é árdua, sem dúvida. Mas tenho certeza que, com a ajuda de alvirrubro como os senhores e com a liderança de Ricardo Malta, este Centro de Treinamento será motivo de imenso orgulho à Nação hexa-campeã.

Substituição no Náutico: sai Waldemar, entra Bittencourt

10/06/2009

Por Glauber Vasconcelos Neto

Na noite de ontem, quando voltava a sua casa após um longo dia de trabalho, este blogueiro que ora vos escreve ficou estarrecido: Waldemar Lemos, o então treinador do Clube Náutico Capibaribe, havia trocado o Alvirrubro pelo Atlético Paranaense, em uma tarde de negociações.

A princípio, apesar de não muito boa, visto que seu trabalho ainda se encontrava no início e estava, a seu modo, dando certos frutos, tais como a valorização da nossa base, a notícia aparentava ser normal. Afinal, todos os dias treinadores são contratados por outros clubes.

Entretanto, amigos, ao ouvir os comentários dos jornalistas que noticiavam o ocorrido, um fato me chocou: o treinador, em dois meses e meio de trabalho, não tinha seu vinculo empregatício formalmente oficializado, sob a alegação de falta de tempo para fazê-lo.

Ora, colegas, isto é um descalabro! Como pode ser firmado um acordo envolvendo cifras altas entre um time de primeira divisão do futebol nacional e um treinador profissional, e este não ser levado ao papel? É inadmissível falar-se de contrato verbal em um mercado dinâmico como o futebol! Ano passado, Roberto Fernandes, por exemplo, tinha contrato com multa rescisória. Qual a grande dificuldade de fazer o mesmo com Waldemar?

Ao que parece, a mentalidade usada foi a seguinte: “Trazemos ele. Se der certo, ótimo e a gente assina. Se não, demite sem custos”. Amigos, tratar um clube assim é um absurdo! Quando se contrata um profissional, é porque se confia em seu trabalho e não na base do “vamos ver no que dá”.

Mais que isso. Estão tentando transmitir ao torcedor tranqüilidade, como se fosse indiferente essa mudança. Senhores, todo o planejamento outrora traçado foi rompido, senhores. Toda a estrutura tática que o time estava ganhando está sob risco de ser alterada.

Trocar um treinador não é como se faz com roupas. Mexe tanto com o elenco quanto com o torcedor. Não é apenas “Waldemar” que sai, e “Bittencourt” que entra, tal qual uma substituição durante uma partida de futebol. É toda uma filosofia de trabalho, um jeito de lidar com os atletas que muda.

Resta-nos, por fim, torcer. Sim, torcer para que Márcio Bittencourt dê seqüência ao trabalho deixado por Waldemar, utilize os prós por ele deixados e altere os erros. Só assim para que a mudança seja, de fato, assimilável.

Boa sorte Bittencourt, o ano do Náutico está, de repente, em suas mãos.